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ISBN: 978-65-993373-1-4
DOI: https://doi.org/
Descrição: A ordem Chiroptera, cujo nome deriva do grego cheir (mão) e pteron (asa), é uma das mais distintivas entre os mamíferos. Esses animais são os únicos mamíferos capazes de realizar um voo verdadeiro, graças a uma significativa modificação em suas mãos, que formam estruturas especializadas para o voo (PERACCHI et al., 2006). A capacidade de voo permitiu que os morcegos se espalhassem por uma ampla variedade de habitats, incluindo cavernas, florestas e até mesmo áreas urbanas (SIMMONS, 2005).
Segundo Moratelli e Peracchi (2007), os morcegos podem ter uma diversidade de hábitos alimentares, os quais foram classificados em oito categorias tróficas: carnívoros, frugívoros, hematófagos, insetívoros catadores, insetívoros aéreos, onívoros, nectarívoros e piscívoros. Devido à sua grande diversidade, a ordem é classicamente classificada em duas subordens: Megachiroptera e Microchiroptera (REIS et. al., 2007). No Brasil, são reconhecidas nove famílias de morcegos microquirópteros: Emballonuridae, Furipteridae, Molossidae, Mormoopidae, Natalidae, Noctilionidae, Phyllostomidae, Thyropteridae e Vespertilionidae (PERACCHI et al., 2006).
A família Phyllostomidae, que abrange os morcegos de folha nasal do Novo Mundo, é notável por sua diversidade, apresentando grande variação em morfologia, hábitos alimentares e padrões reprodutivos (REIS et al., 2007). Além disso, é a família com o maior número de espécies, totalizando 90 espécies descritas (REIS et al., 2007). Dentre elas, destaca-se a espécie foco deste atlas, Artibeus lituratus, um morcego neotropical predominantemente frugívoro, pertencente à subfamília Stenodermatinae (ZORTÉA, 2007). Uma das espécies mais conhecidas no Brasil, sendo amplamente abundante em quase toda sua área de distribuição, com presença marcante em ambientes urbanos.
Esses animais apresentam coloração marrom-chocolate e listas brancas faciais conspícuas (REIS et al., 2007). Ademais, não é considerada ameaçada de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) (ZORTÉA, 2007).
O período reprodutivo de A. lituratus é descrito como poliéstrico bimodal, marcado pela ocorrência de dois ciclos de estro ao longo do ano (REIS et al., 2007). Andrade et al. (2023) afirmam que A. lituratus exibe, no Cerrado brasileiro, um padrão contínuo de produção de espermatozoides ao longo do ano, embora essa produção possa ser influenciada pela receptividade das fêmeas à cópula. Isso se deve à adaptação do ciclo reprodutivo feminino às variações ambientais locais. Assim, pode existir um padrão reprodutivo poliéstrico bimodal sazonal, com dois picos de produção de espermatozoides ocorrendo em setembro e março.
Por tanto, devido às suas características únicas e por serem mamíferos, os morcegos podem desempenhar um papel fundamental em pesquisas voltadas para a saúde. Além disso, podem ser incorporados em estudos universitários, como em pesquisas histológicas, contribuindo também para disciplinas como Biologia Celular e Biologia da Reprodução.
Autores: Jade Luana Santos Pereira; Emylle Alves de Queiroz; Emília Miguel Soares; Mateus Rodrigues Beguelini
Capítulos
Apresentação
Aparelho Reprodutor Masculino
1. Visão geral da anatomia do aparelho reprodutor masculino
1.1 Testículo
1.2 Epidídimo
1.3 Ducto Deferente
1.4 Glândulas Reprodutivas Acessórias
1.5 Pênis
1.6 Glândula Adrenal
Referências
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